Câncer de mama - 27.04.2009.
 
 
Câncer de mama e mamografia
 
 
1.Que idade é correta para a mulher fazer momografia?
A mamografia é um exame que detecta o câncer da mama na fase inicial, quando ainda não é possível sentir o tumor pelo exame clinico, isto é, pela palpação
A Organização Mundial da Saúde estima que, por ano, ocorram mais de 1.050.000 casos novos de câncer de mama em todo o mundo, o que o torna o câncer mais comum entre as mulheres.
No Brasil, não tem sido diferente. O câncer de mama é o mais freqüente no país e constitui-se na primeira causa de morte, por câncer, entre as mulheres.
A detecção precoce por meio da mamografia  permite uma sobrevida maior e principalmente reduz a necessidade de se fazer a retirada da mama.
Baseado nisto, o  Ministério da Saúde, com o apoio da Sociedade Brasileira de Mastologia, elaborou um documento que recomenda-:
- Rastreamento por meio do exame clínico da mama, para as todas as mulheres a partir de 40 anos de idade, realizado anualmente. Este procedimento é ainda compreendido como parte do atendimento integral à saúde da mulher, devendo ser realizado em todas as consultas clínicas, independente da faixa etária;
- Rastreamento por mamografia, para as mulheres com idade entre 50 a 69 anos, com o máximo de dois anos entre os exames;
- Exame clínico da mama e mamografia anual, a partir dos 35 anos, para as
mulheres pertencentes a grupos populacionais com risco elevado de desenvolver câncer de mama;
- Garantia de acesso ao diagnóstico, tratamento e seguimento para todas as
mulheres com alterações nos exames realizados.
São definidos como grupos populacionais com risco elevado para o desenvolvimento do câncer de mama:
- Mulheres com história familiar de pelo menos um parente de primeiro grau
(mãe, irmã ou filha) com diagnóstico de câncer de mama, abaixo dos 50 anos de idade;
- Mulheres com história familiar de pelo menos um parente de primeiro grau
(mãe, irmã ou filha) com diagnóstico de câncer de mama bilateral ou câncer de ovário, em qualquer faixa etária;
- Mulheres com história familiar de câncer de mama masculino;
- Mulheres com diagnóstico histopatológico de lesão mamária proliferativa com atipia ou neoplasia lobular in situ.
 
2.O que muda neste novo estudo?
WASHINGTON (EUA) - Um estudo médico americano questiona o benefício da mamografia anual para detectar o câncer de mama em mulheres a partir dos 40 anos, com recomendações para exames a cada dois anos para mulheres a partir dos 50.
 
3. Mulheres que tem casos de cancer de mama na familia devem começar
a se diagnosticar quando?


São definidos como grupos populacionais com risco elevado para o desenvolvimento do câncer de mama:
- Mulheres com história familiar de pelo menos um parente de primeiro grau
(mãe, irmã ou filha) com diagnóstico de câncer de mama, abaixo dos 50 anos de idade;
- Mulheres com história familiar de pelo menos um parente de primeiro grau
(mãe, irmã ou filha) com diagnóstico de câncer de mama bilateral ou câncer de ovário, em qualquer faixa etária;
- Mulheres com história familiar de câncer de mama masculino;
- Mulheres com diagnóstico histopatológico de lesão mamária proliferativa com atipia ou neoplasia lobular in situ.
Para estas mulheres é recomendado que o exame de mamografia deva ser feito a partir dos 35 anos.
 
4. O auto exame ainda tem serventia?
O ideal é que a mulher procure o ginecologista uma vez por ano para fazer o exame de palpação das mamas, e se necessário o médico prosseguirá nas investigações
O auto exame é muito contraditório, mas não deve ser totalmente ignorado
 
5. O que levou os estudiosos a dizerem que as mulheres devem fazer a momografia a cada 2 anos depois
dos 50 anos?
A redução dos índices de mortalidade por câncer de mama nos USA e o interesse em reduzir os gastos com a saúde pública
Considerando que a maior incidência de câncer de mama ocorre por volta dos 50 anos, um grupo de mastologistas americanos sugeriu que a mamografia fosse realizada após os 50 anos
No Brasil a realidade é totalmente diferente, por isto se mantêm a mesma conduta citada acima, pois o objetivo da mamografia é detectar o câncer na sua fase inicial, antes do aparecimento da lesão palpável, e quando ainda é possível fazer apenas a retirada do setor mamário comprometido, preservando a mama, e evitando os tratamentos  complementares, tais como radioterapia e quimioterapia.
Segue abaixo os exames necessários para se fazer o diagnóstico do câncer da mama e a conduta conforme o achado clínico, radiológico e anátomo –patológico.
3. DIAGNÓSTICO
3.1. Exame clínico
O exame clínico da mama (ECM) é parte fundamental da propedêutica para o diagnóstico de
câncer. Deve ser realizado como parte do exame físico e ginecológico, e constitui a base para a
solicitação dos exames complementares. Como tal, deve contemplar os seguintes passos para
sua adequada realização: inspeção estática e dinâmica, palpação das axilas e palpação da
mama com a paciente em decúbito dorsal.
3.2. Diagnóstico das lesões palpáveis
A ultra-sonografia (USG) é o método de escolha para avaliação por imagem das lesões
palpáveis, em mulheres com menos de 35 anos. Naquelas com idade igual ou superior a 35 anos,
a mamografia é o método de eleição. Ela pode ser complementada pela ultra-sonografia nas seguintes situações:
- Nódulo sem expressão, porque a mama é densa ou porque está em zona cega namamografia;
- Nódulo regular ou levemente lobulado, que possa ser um cisto;
- Densidade assimétrica difusa, que possa ser lesão sólida, cisto ou parênquima mamário.
® A ultra-sonografia complementar não deve ser solicitada nas lesões Categoria 2 e 5 (BI-RADS )
microcalcificações, distorção da arquitetura e densidade assimétrica focal.
Se houver lesões suspeitas deve-se buscar a confirmação do diagnóstico que pode ser citológico,por meio de punção aspirativa por agulha fina (PAAF), ou histológico, quando o material for obtido por punção, utilizando-se agulha grossa (PAG) ou biópsia cirúrgica convencional.
A PAAF é um procedimento ambulatorial, de baixo custo, de fácil execução e raramente apresenta complicações, que permite o diagnóstico citológico das lesões. Esse procedimento dispensa o uso de anestesia.
1 A PAG ou core biopsy é também um procedimento ambulatorial, realizado sob anestesia local,que fornece material para diagnóstico histopatológico (por congelação, quando disponível),permitindo inclusive a dosagem de receptores hormonais.
Nas lesões palpáveis com imagem negativa (mamografia e ultra-sonografia), prosseguir a investigação com PAAF, PAG ou biópsia cirúrgica. Havendo indisponibilidade da realização de exames de imagem está indicada a investigação por meio da PAAF ou PAG.
O diagnóstico prévio reduz o estresse da mulher quanto ao conhecimento do procedimento cirúrgico a que será submetida, otimiza o planejamento das atividades do centro cirúrgico, além de ser de custo inferior quando comparado a uma internação para biópsia cirúrgica convencional.
1.Este procedimento não estava disponível na tabela do SUS até abril de 2004, data de publicação deste documento.
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3.3. Diagnóstico das lesões não palpáveis
A conduta nas lesões não palpáveis segue a proposta do Breast Imaging Reporting and Data  System (BI-RADS ), publicado pelo Colégio Americano de Radiologia (ACR) e recomendada
pelo Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR), em reunião de Consenso em 1998. A edição de  2003 do BI-RADS está disponível na internet na página do ACR
® Nos casos Categoria 3 (BI-RADS ) devem ser realizados dois controles radiológicos com intervalo semestral, seguidos de dois controles com intervalo anual.
® Nas lesões Categoria 4 e 5 (BI-RADS ) está indicado estudo histopatológico, que pode ser realizado por meio de PAG, mamotomia ou biópsia cirúrgica.
Por tratar-se de lesão não palpável, a biópsia cirúrgica deve ser precedida de marcação (MPC marcação pré-cirúrgica), que pode ser guiada por raios X (mão livre, biplanar ou estereotaxia) ou por ultra-sonografia.
PAG e mamotomia podem ser guiadas por raios X (estereotaxia) ou por ultra-sonografia.
Se houver disponibilidade, recomenda-se eleger a USG para guia de procedimento invasivo, quando a lesão for perceptível pelos dois métodos.
Nos casos de PAG e mamotomia com resultado histopatológico benigno, necessário saber como foi o procedimento para decidir a conduta.
O procedimento (PAG, mamotomia) é considerado adequado se produzir fragmentos íntegros (mínimo 3) e se a lesão for atingida.
® Nas lesões Categoria 4 (BI-RADS ), nos casos de procedimento adequado deve-se fazer dois controles radiológicos com intervalo semestral, seguidos de dois controles com intervalo anual; nos casos não adequados indicar biópsia cirúrgica.
® Nas lesões Categoria 5 (BI-RADS ), se o resultado histopatológico for benigno, deve-se proceder à investigação com biopsia cirúrgica, tanto nos casos de procedimento adequado, quanto nos casos de procedimento não adequado.
A biópsia cirúrgica também está indicada nos casos de exame histopatológico radial scar, hiperplasia atípica, carcinoma in situ, carcinoma microinvasor e material inadequado, quando a biópsia for realizada em material obtido por meio PAG ou mamotimia.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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